quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe A: setores paralisados, medo e dinheiro no bolso dos farmacêuticos

Máscaras, luvas cirúrgicas e álcool em gel. Quando iríamos imaginar que estaríamos tão perto da Gripe H1N1 – conhecida popularmente por Suína ou A? A doença, que teve início no México, parecia distante, mas se disseminou tão rapidamente no mundo que hoje estamos com o problema batendo à ‘porta de casa’. E vários cuidados devem ser tomados, sempre. O prefeito Manoel Bertoncini, médico, tomou a decisão acertada ao baixar um decreto de estado de emergência por 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, caso necessário.


Em Tubarão (SC), a população está assustada. Em alguns estabelecimentos comerciais, os funcionários usam máscaras e luvas para evitar o contato com pessoas que possam estar contaminadas. As escolas das redes municipal e estadual, bem como particulares e universidade, pararam as atividades com alunos. Em Capivari de Baixo, cidade vizinha, as escolas também paralisaram. No centro, não há muitas pessoas caminhando pelas ruas ou indo às compras. Muitas saem de máscara por prevenção, principalmente as gestantes.
E não é para menos. Somente em Tubarão, seis pessoas (segundo últimos dados da semana) já morreram. Outras tantas estão internadas em hospitais da região com suspeita da nova gripe.
Boates e cinemas, por exemplo, estão fechados e eventos com aglomeração de um grande número de pessoas foram cancelados. Estabelecimentos religiosos também têm tomado medidas preventivas, assim como os bancos, que restringiram a entrada das pessoas.
Entretanto, infelizmente há diversos donos de farmácias se aproveitando da situação. Sempre há aqueles que querem ganhar dinheiro em cima de uma situação crítica. Máscaras, que antes desta pandemia eram vendidas a R$ 0,35, chegam agora a R$ 2,00 em alguns estabelecimentos farmacêuticos de Tubarão. Absurdo! Tudo bem que o produto já virou artigo de luxo por aqui. Mas não é para tanto.
O álcool em gel também sumiu das prateleiras dos supermercados, porém, pode ser encontrado em algumas farmácias de manipulação. O preço é abusivo. Cerca de 100 ml é vendido por R$ 8,00 ou R$ 10,00. E, como sempre, o consumidor é lesado no bolso.
Há aqueles que não estão tão preocupados com a gripe A e acham besteira tanto alarde. Outros preferem tomar todos os cuidados para não chegarem nem perto dos sintomas da nova gripe. Muitos contestam os números de casos em Tubarão e região. Não se sabe ao certo se são reais ou estão sendo camuflados pelas instituições de saúde.
Boatos percorrem os quatro cantos da cidade. Falam por aí que médicos, vereadores, pessoas bem conhecidas na sociedade estariam com a gripe A ou internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Muito é inventado. Por vezes, a verdade é escondida. No momento certo, tudo vem à tona: números, nomes e motivos.
Por enquanto, o mais correto é cuidar da saúde. Se os sintomas de gripe surgirem, o ideal é procurar os postos de saúde do município ou clínicas. Lavar bem (e constantemente) as mãos, evitar locais com muita gente e usar álcool são medidas que ajudam na prevenção. O vírus H1N1 circula por aí!

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